APÓLOGO: A BUSCA PELA FELICIDADE


Certo dia um belo jovem mui rico e triste, decidiu sair a procura da felicidade. E iniciou sua procura na casa da alegria, recebeu a triste notícia que ela acabou de passar. Mas que em breve iria voltar. Impaciente o jovem decidiu não esperar e continuou a sua busca por todos os lugares que achava que iria a encontrar. Os anos foram se passando e o jovem nem percebeu e já velho sem forças para procurar depositou toda sua fé, em sua última busca que era de encontrar um velho ancião que por várias pessoas lhe foi indicado que iria ajudar. E quando enfim encontrou a casa do velho ancião, ouviu lá de dentro uma voz serena o chamando pelo seu nome e mandando ele entrar, disse o velho ancião: – não se espantes com o meu saber pois o meu nome é sabedoria deixe apenas para trás este teu semblante triste, porque o que você quis e buscou sempre esteve contigo.
E depois daquela longa conversa com o jovem rapaz, hoje já avançado em idade, saiu de lá cheio de resposta e resolveu seguir todos os conselhos do velho ancião senhor sabedoria, e um de seus conselhos foi o seguinte: escreva uma carta para a felicidade contando toda a sua jornada e peça um encontro, deixe na casa da alegria, como a felicidade sempre passa por lá, um dia vai te responder.
E ele iniciou a carta dizendo: - felicidade por onde tu andas,o que eu faço para tê-la? por onde tu se escondes? pois, eu te busco a vida inteira. Já te procurei na casa alegria porem não te encontrei e até na mansão do rancoroso ódio eu ousei em te buscar, mas ele disse: - aqui ela não entra e nem mesmo em minha calçada ela pode pisar. Calçada a qual eu vi uma linda menina sorrindo brincar, aproximei e perguntei: - menina qual é o seu nome? você sabe onde a felicidade está? A menina respondeu:-o meu nome é mentira, e sei onde a felicidade está, você está vendo aquele imenso castelo no topo daquela montanha e lá onde ela vive.
Ao iniciar a escalada dei de cara com um velho barraquinho, bati e a porta se abriu e vi uma velhinha magrinha se arrastando pelo chão. Perguntei senhora qual é o seu nome? A senhora viver aqui sozinha? - não meu amigo meu nome é miséria e a fome vive aqui comigo. Deixei aquela casa muito compadecido porem não podia deixar de escalar e conquistar meus objetivos e quando cheguei ao topo do castelo me surpreendi com a imensidão daquele castelo e chamei: - felicidade!  Veio um velho homem com um semblante triste atender-me e disse: - aqui não mora a felicidade eu vivo só meu amigo o meu nome é solidão é solitário o meu destino. Porem sempre quando eu quero encontrar respostas eu vou a casa do meu amigo que vive atrás daquelas encostas quem sabe ele possa te ajudar.
Continuei a minha busca por tantos lugares que jamais imaginei que existissem e os anos foram se passando felicidade que quando fui perceber já estava velho e mui cansado e quando estava preste a desistir de te encontrar reunir toda a minha fé na última casa que iria bater para te buscar e por sorte encontrei o senhor sabedoria. Que muito me aconselhou por favor felicidade atenda-me esta carta e diga-me:- por ondes tu andas? porque quero te encontrar.
E logo após alguns dias a felicidade respondeu a carta daquele senhor enviando lhe uma carta que dizia assim:
Caro caçador: Eu sempre estive perto de você, pena que a sua ânsia em me buscar te impediu de me sentir. Quando você me procurou na casa da alegria ali eu estava pena que você com toda a sua preocupação não conseguiu me enxergar.
E até na mansão do rancoroso ódio tantas vezes eu já entrei, através da alegria que sentia em cada vez que mais se enriquecia, e em sua calçada que ele disse que eu não poderia pisar todos os dias eu estava, através do sorriso daquela linda menina que ali sempre brincava
E quando você entrou naquele velho e pequeno barraquinho, e se deparou com aquela velhinha se arrastando pelo chão, eu estava ali através da esperança que ela tinha que sua companheira iria conseguir alimentos. E quando você chegou no topo daquela montanha em frente daquele imenso castelo e chamou por mim, e a solidão veio te atender dentro do castelo eu realmente não estava ali eu poderia ser vista através da amizade que ele tinha pelo amigo que morava atrás daquelas encostas.
Por isto meu amigo que te digo que eu sempre estive contigo através da alegria, de um sorriso, de uma esperança, ou uma amizade. E por todos os outros caminhos que você percorreu eu sempre te acompanhei pena que sua impaciência, ânsia, preocupações e problemas me tornou oculta para você.
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